Repasse à ATEAL atenderá mais de 90% da fila por aparelhos auditivos
Repasse de R$ 2,75 milhões permitirá atender 1.513 pessoas e fornecer 3.026 aparelhos auditivos em Jundiaí.
Um repasse de R$ 2,75 milhões permitirá ampliar o atendimento às pessoas que aguardam aparelhos auditivos em Jundiaí.
Os recursos destinados à Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem, a ATEAL, possibilitarão beneficiar 1.513 pacientes.
Ao todo, está previsto o fornecimento de 3.026 aparelhos auditivos durante um período de 12 meses.
A quantidade de pessoas beneficiadas corresponde a 92,7% dos 1.632 pacientes que aguardavam pelo atendimento no município no momento do anúncio.
Recursos vieram de três emendas parlamentares
O valor destinado à ampliação do atendimento é proveniente de três emendas parlamentares.
Os convênios que viabilizam o uso dos recursos foram formalizados em 2 de outubro, após a aprovação da medida pelo Conselho Municipal de Saúde.
A parceria amplia a capacidade de atendimento já mantida regularmente pela rede pública.
Atualmente, cerca de 35 pacientes por mês recebem esse cuidado, o equivalente a aproximadamente 420 pessoas e 840 aparelhos por ano.
Essa quantidade é limitada pela cota destinada à região de Jundiaí dentro do Sistema Único de Saúde.
Atendimentos ocorrerão durante 12 meses
Os novos atendimentos serão realizados entre 1º de outubro de 2026 e 30 de setembro de 2027.
Poderão ser beneficiadas as pessoas que atendam aos seguintes critérios:
- morar em Jundiaí;
- ter mais de 12 anos;
- possuir indicação para o uso de aparelho auditivo;
- atender aos critérios estabelecidos pelo SUS.
O anúncio se refere aos pacientes que já aguardam atendimento na fila organizada para esse serviço.
A reportagem oficial não orienta o cidadão a procurar diretamente a ATEAL para ingressar na fila ou solicitar o equipamento.
Maior parte da fila é formada por idosos
A definição da faixa etária considera o perfil atual da demanda no município.
A maior parte das pessoas que aguardam aparelho auditivo possui 60 anos ou mais.
A perda auditiva pode dificultar conversas, comprometer a participação em atividades familiares e sociais e reduzir a autonomia em tarefas cotidianas.
O acesso ao aparelho adequado pode melhorar a comunicação e ampliar as condições para estudar, trabalhar e participar da vida em comunidade.
Crianças recebem atendimento prioritário
As crianças são atendidas de forma prioritária pela rede de Saúde.
Essa atenção é necessária porque a dificuldade para ouvir pode interferir no desenvolvimento da fala, da linguagem e da aprendizagem.
No momento da divulgação dos dados, apenas três pacientes com menos de 12 anos aguardavam atendimento.
O baixo número na fila infantil está relacionado ao fluxo prioritário adotado para essa faixa etária.
Atendimento vai além da entrega do aparelho
O processo não termina com o fornecimento do equipamento.
Antes de receber o aparelho auditivo, cada paciente passa por uma avaliação para identificar o tipo e o grau da perda de audição.
Em seguida, a equipe seleciona o modelo mais adequado às necessidades identificadas.
O percurso inclui:
- avaliação da audição;
- escolha do equipamento;
- testes;
- regulagem e ajustes;
- período de adaptação;
- nova consulta após o início do uso.
Esse acompanhamento é necessário porque o resultado depende tanto da escolha correta do aparelho quanto da adaptação ao equipamento.
Ampliação deve acelerar a fila
Com 1.513 pessoas previstas para atendimento, a medida deve alcançar mais de nove em cada dez pacientes que aguardavam pelo serviço.
A Prefeitura informou que também mantém diálogo com os governos Estadual e Federal para ampliar a oferta regular disponibilizada pelo SUS.
A redução da fila representa mais do que a entrega de aparelhos. Para quem convive com a perda auditiva, ouvir melhor pode significar maior independência, segurança e participação nas atividades do cotidiano.


