Curso de Libras em Jundiaí capacita 23 servidoras
Curso de Libras em Jundiaí capacita 23 servidoras para um atendimento acessível. Formação da EGP tem 32 horas/aula e formatura marcada para 18 de novembro.
A capacitação de servidores municipais para ampliar a inclusão e tornar o atendimento público mais acessível é o foco do curso intermediário de Libras (Língua Brasileira de Sinais), promovido pela Escola de Gestão Pública (EGP) da Prefeitura.
A formação reúne 23 servidoras de diferentes áreas da Administração Municipal, que participam de aulas quinzenais e aprofundam os conhecimentos na comunicação com pessoas surdas.
O que o curso aborda
O módulo em andamento inclui gramática, verbos e construção de frases. A iniciativa tem carga horária de 32 horas/aula, e a formatura dos servidores matriculados está marcada para 18 de novembro deste ano.
Além do aprendizado de uma nova forma de comunicação, o curso prepara as participantes para situações do cotidiano, tanto no ambiente de trabalho quanto na vida pessoal. Dessa forma, fortalece a autonomia das pessoas surdas e amplia as possibilidades de interação e inclusão.
Quem ensina e quem aprende
A professora do curso de Libras em Jundiaí é a guarda municipal Regiane Arenhardt Diniz. Para ela, o objetivo vai além da tradução.
"Por que a comunidade surda não pode ter atendimento em qualquer lugar? É para isso que serve a capacitação, para dar acolhimento igualitário à população surda em qualquer espaço, público ou privado", disse. Ela completou: "Formar pessoas que enxergam na Libras mais do que uma tradução é um ato de cidadania".
Entre as alunas está Sandra Cristina Zago Magrini, do Ambulatório Médico de Infectologia (AMI), da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde. Ela já aplicou o aprendizado no atendimento.
"Sinto-me privilegiada por fazer esse curso e já ter utilizado a linguagem de sinais na prática no meu trabalho. Foi gratificante me comunicar com uma pessoa surda que precisava de ajuda", relatou. Sandra pretende seguir até o nível avançado e atuar como intérprete após a aposentadoria.
O aplicativo GM em Libras
A guarda municipal Regiane Arenhardt e os colegas de corporação Edval e Elielton desenvolveram o aplicativo de acessibilidade "GM em Libras", voltado à população surda.
A ferramenta amplia o acesso da comunidade aos serviços de segurança e funciona a partir de um QR Code. Via WhatsApp, as informações chegam ao usuário por meio de vídeos em Língua Brasileira de Sinais. Com o aplicativo, a pessoa surda pode pedir ajuda e registrar denúncias de crimes.
Reconhecimento nacional
O trabalho contou com o suporte da Companhia de Informática de Jundiaí (CIJUN) e com a colaboração de outros dez integrantes da corporação. O projeto rendeu ao trio a medalha Monteiro Lobato, da Academia Brasileira de Letras das Guardas Municipais.
O impacto no atendimento público
Segundo o presidente da EGP, Vladimir Codinhoto, a formação tem efeito duplo. "Cada servidor que busca conhecimentos amplia também a qualidade do atendimento prestado à população", ressaltou.
Ele destacou o alcance da iniciativa: "A Libras é uma ferramenta de inclusão, respeito e acolhimento e esse aprendizado gera impacto direto nas vidas do servidor e das pessoas assistidas".


