Escolas municipais de Jundiaí ensinam sustentabilidade na prática
Escolas de Jundiaí desenvolvem hortas, plantio, reciclagem e projetos que ensinam sustentabilidade aos alunos na prática.
Hortas escolares, plantio de árvores, compostagem e descarte correto de resíduos fazem parte da rotina dos estudantes da rede municipal de Jundiaí.
As atividades integram o programa Escola da Gente, que tem a sustentabilidade como um de seus pilares e procura aproximar os alunos do cuidado com o meio ambiente desde a infância.
Além de aprenderem os conteúdos em sala de aula, as crianças participam de experiências que mostram como a preservação, o consumo consciente e a alimentação saudável estão relacionados às escolhas do cotidiano.
Todas as escolas municipais de Jundiaí também são signatárias do movimento Escolas pelo Clima, que reúne instituições comprometidas com a educação voltada aos desafios ambientais.
Plantio torna as escolas mais verdes
Uma das iniciativas desenvolvidas na rede é o Programa Escola Verde, criado em 2014 para ampliar as ações de educação ambiental nas unidades escolares.
O projeto envolve alunos e educadores em atividades de arborização, preservação e conscientização.
Desde 2025, 379 árvores foram plantadas nas escolas municipais. Com o crescimento das mudas, os espaços podem ganhar mais sombra, contato com a natureza e ambientes acolhedores para a convivência e a aprendizagem.
A participação dos estudantes ajuda a compreender que o plantio não termina no momento em que a árvore é colocada no solo. Também é necessário acompanhar seu desenvolvimento e cuidar do espaço onde ela crescerá.
Esse processo permite trabalhar responsabilidade, paciência e preservação de maneira concreta.
Hortas aproximam alunos da alimentação saudável
As hortas escolares também funcionam como espaços de aprendizagem.
Por meio do programa Vale Verde, os estudantes se aproximam da produção dos alimentos, do cuidado com o solo e da importância de uma alimentação equilibrada.
A iniciativa, que também fornece alimentos para as creches, foi reconhecida pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo como exemplo de integração entre educação, alimentação saudável e sustentabilidade.
Ao acompanhar o desenvolvimento dos alimentos, as crianças conseguem compreender melhor de onde eles vêm e quais cuidados são necessários até que cheguem à mesa.
Essas atividades podem despertar a curiosidade por novos alimentos e incentivar conversas sobre hábitos saudáveis com as famílias.
Ciência e tecnologia ajudam a buscar soluções
A sustentabilidade também aparece em projetos de inovação pedagógica.
No Conexões STEAM, estudantes do Ensino Fundamental utilizam conhecimentos de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática para elaborar soluções relacionadas ao meio ambiente, à sustentabilidade e à inovação social.
O projeto é desenvolvido em parceria com a Maestro Educação, a Fundação Siemens e a Universidade de São Paulo.
Em vez de apenas receberem informações prontas, os estudantes são incentivados a observar problemas, levantar ideias e participar da construção de possíveis respostas.
Na primeira infância, o Projeto Origem, desenvolvido no CIEMPI, amplia o contato das crianças com a natureza e oferece experiências voltadas à formação da consciência ambiental.
Óleo usado recebe destinação correta
A campanha Óleo do Bem mostra como uma atitude adotada em casa pode produzir benefícios para toda a comunidade.
A iniciativa incentiva estudantes e familiares a encaminharem corretamente o óleo de cozinha usado. Mais de 4 mil litros já foram arrecadados.
Quando descartado em pias ou ralos, o óleo pode provocar entupimentos e alcançar a rede de esgoto e os cursos d’água. A coleta adequada evita esses problemas e permite o reaproveitamento do material.
A participação das famílias amplia o alcance da educação ambiental. O conteúdo aprendido na escola passa a influenciar práticas dentro de casa e transforma os estudantes em multiplicadores de informação.
Educação ambiental faz parte da rotina escolar
As ações são complementadas pelo Programa RenovAção, que trabalha a educação ambiental e o consumo consciente nas escolas públicas.
A rede municipal também desenvolve vivências no Centro de Referência em Educação Ambiental, o Cream, atividades no Ateliê da Floresta, composteiras escolares e formação ambiental para os profissionais da Educação.
A diversidade de iniciativas permite abordar a sustentabilidade em diferentes idades e áreas do conhecimento.
Mais do que realizar atividades isoladas, a proposta é incorporar o cuidado ambiental à rotina escolar e mostrar que o tema está relacionado à alimentação, ao consumo, aos resíduos, à tecnologia e à convivência nos espaços públicos.
Ao plantar, cultivar, separar resíduos e pensar em soluções, os alunos percebem que também podem participar da transformação dos lugares onde vivem. O aprendizado começa na escola, mas pode alcançar as famílias, os bairros e toda a cidade.


