Agosto Lilás ampliou ações de prevenção à violência contra a mulher em Jundiaí
Agosto Lilás levou orientações sobre violência contra a mulher a escolas, bairros e equipamentos públicos de Jundiaí.
Jundiaí realizou, durante o mês de agosto, uma série de atividades de conscientização e prevenção à violência contra a mulher.
A campanha Agosto Lilás esteve presente em escolas, Centros de Referência de Assistência Social, complexos esportivos, empresas, equipamentos públicos e na região central.
As ações procuraram ajudar diferentes públicos a reconhecer as formas de violência, identificar comportamentos abusivos e conhecer os serviços disponíveis na rede de proteção.
Embora a campanha tenha terminado com o encerramento de agosto, os canais de orientação, denúncia e atendimento às mulheres continuam disponíveis durante todo o ano.
Atividades chegaram aos bairros
Os CRAS Central, Leste, Oeste, Nordeste e Norte receberam encontros sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
As ações também foram realizadas nos complexos esportivos Ovídeo Bueno, Francisco Gastaldo e Mario Milani.
Ao levar a discussão para equipamentos frequentados pela população, a campanha aproximou as informações das comunidades.
Os participantes receberam orientações sobre as diferentes manifestações da violência e os caminhos existentes para procurar atendimento.
A violência contra a mulher não se resume às agressões físicas. Ela também pode ocorrer de forma psicológica, sexual, patrimonial ou moral.
Conhecer essas diferentes formas ajuda a perceber situações abusivas que, muitas vezes, são tratadas como comportamentos normais dentro de um relacionamento.
Violentômetro ajudou a reconhecer comportamentos
Uma das ferramentas utilizadas nas atividades foi o Violentômetro.
O material apresenta comportamentos e situações que indicam diferentes níveis de violência.
Atitudes como controle, humilhação, chantagem, isolamento e ameaças podem aparecer antes das agressões físicas e não devem ser ignoradas.
A ferramenta ajuda a mulher e as pessoas próximas a reconhecerem que o relacionamento está se tornando abusivo.
Esse conhecimento pode favorecer a procura por orientação antes que a situação se agrave.
Também é importante que familiares, amigos e colegas saibam identificar sinais de violência e acolham a mulher sem julgamentos.
Estudantes conversaram sobre relações e ambiente digital
O Agosto Lilás também chegou às escolas estaduais durante a programação do Mês da Juventude.
As atividades foram realizadas nas escolas Maria Scheldorn, Fazenda Grande e Alessandra Cristina Pezzato, alcançando aproximadamente 210 estudantes.
Os encontros abordaram violência contra a mulher, respeito e relacionamentos no ambiente digital e nas redes sociais.
Outros 150 adolescentes e jovens participaram de uma ação no ESPRO.
Conversar sobre o tema com os jovens ajuda a questionar comportamentos abusivos antes que eles sejam naturalizados nas relações.
Controle de senhas, vigilância das redes sociais, exigência de localização, exposição de imagens e afastamento de amigos podem ser apresentados como demonstrações de cuidado, mas também podem revelar controle e violência.
A prevenção passa pela construção de relações baseadas em respeito, autonomia e consentimento.
Ônibus ofereceu atendimento gratuito e sigiloso
Nos dias 16 e 17 de agosto, o Ônibus SP Por Todas esteve na Praça Governador Pedro de Toledo, na região central.
A unidade ofereceu acolhimento, escuta e atendimentos psicológico e social.
As mulheres também puderam receber orientação jurídica gratuita e sigilosa.
A presença do serviço em um espaço público facilitou o acesso de pessoas que poderiam não conhecer a rede ou encontrar dificuldades para procurar atendimento em uma unidade fixa.
O atendimento sigiloso é importante para que a mulher possa relatar a situação e receber orientação com segurança.
A ação teve o apoio de diferentes serviços municipais, incluindo a Guarda Municipal e o Centro de Testagem e Aconselhamento.
Autonomia financeira também foi discutida
A campanha incluiu uma reunião com a Patrulha Guardiã Maria da Penha para discutir parcerias de encaminhamento profissional.
A proposta é aproximar mulheres vítimas de violência de oportunidades de colocação e recolocação no mercado de trabalho.
A dependência financeira pode dificultar o rompimento de uma relação abusiva, especialmente quando a mulher não possui renda própria ou depende do agressor para garantir moradia e necessidades básicas.
O acesso ao trabalho não resolve isoladamente todas as dificuldades, mas pode ampliar a autonomia e as possibilidades de reorganização da vida.
Para que esse processo seja seguro, ele precisa estar acompanhado dos demais serviços de proteção, assistência, saúde e orientação jurídica.
Empresas também participaram da conscientização
A prevenção à violência contra a mulher também precisa alcançar o ambiente profissional.
Cerca de 50 funcionários da A3 Engenharia participaram de uma atividade sobre atitudes e expressões cotidianas que podem reproduzir discriminação e violência.
O encontro foi acompanhado pela dinâmica do Baralho do Agosto Lilás.
As empresas podem ajudar a divulgar informações, combater práticas discriminatórias e orientar funcionárias que estejam enfrentando situações de violência.
Colegas e gestores também precisam saber como acolher uma revelação sem culpabilizar a vítima ou expô-la dentro do ambiente de trabalho.
Proteção continua durante todo o ano
O fim de agosto não encerra a necessidade de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
As informações compartilhadas durante a campanha precisam permanecer acessíveis e fazer parte das ações realizadas ao longo do ano.
O Ligue 180 oferece orientações sobre direitos e serviços da rede, além de registrar e encaminhar denúncias. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
O canal também pode ser utilizado por familiares, amigos, vizinhos ou outras pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência.
Se a agressão estiver acontecendo naquele momento ou houver risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Reconhecer os sinais, acolher sem julgamento e conhecer os canais de atendimento são atitudes que podem ajudar uma mulher a procurar proteção e romper o ciclo de violência.


