ojundiaiense
1 de setembro de 2026 |
Redação

Agosto Lilás ampliou ações de prevenção à violência contra a mulher em Jundiaí

Jundiaí
Agosto Lilás ampliou ações de prevenção à violência contra a mulher em Jundiaí

Agosto Lilás levou orientações sobre violência contra a mulher a escolas, bairros e equipamentos públicos de Jundiaí.

Jundiaí realizou, durante o mês de agosto, uma série de atividades de conscientização e prevenção à violência contra a mulher.

A campanha Agosto Lilás esteve presente em escolas, Centros de Referência de Assistência Social, complexos esportivos, empresas, equipamentos públicos e na região central.

As ações procuraram ajudar diferentes públicos a reconhecer as formas de violência, identificar comportamentos abusivos e conhecer os serviços disponíveis na rede de proteção.

Embora a campanha tenha terminado com o encerramento de agosto, os canais de orientação, denúncia e atendimento às mulheres continuam disponíveis durante todo o ano.

Atividades chegaram aos bairros

Os CRAS Central, Leste, Oeste, Nordeste e Norte receberam encontros sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

As ações também foram realizadas nos complexos esportivos Ovídeo Bueno, Francisco Gastaldo e Mario Milani.

Ao levar a discussão para equipamentos frequentados pela população, a campanha aproximou as informações das comunidades.

Os participantes receberam orientações sobre as diferentes manifestações da violência e os caminhos existentes para procurar atendimento.

A violência contra a mulher não se resume às agressões físicas. Ela também pode ocorrer de forma psicológica, sexual, patrimonial ou moral.

Conhecer essas diferentes formas ajuda a perceber situações abusivas que, muitas vezes, são tratadas como comportamentos normais dentro de um relacionamento.

Violentômetro ajudou a reconhecer comportamentos

Uma das ferramentas utilizadas nas atividades foi o Violentômetro.

O material apresenta comportamentos e situações que indicam diferentes níveis de violência.

Atitudes como controle, humilhação, chantagem, isolamento e ameaças podem aparecer antes das agressões físicas e não devem ser ignoradas.

A ferramenta ajuda a mulher e as pessoas próximas a reconhecerem que o relacionamento está se tornando abusivo.

Esse conhecimento pode favorecer a procura por orientação antes que a situação se agrave.

Também é importante que familiares, amigos e colegas saibam identificar sinais de violência e acolham a mulher sem julgamentos.

Estudantes conversaram sobre relações e ambiente digital

O Agosto Lilás também chegou às escolas estaduais durante a programação do Mês da Juventude.

As atividades foram realizadas nas escolas Maria Scheldorn, Fazenda Grande e Alessandra Cristina Pezzato, alcançando aproximadamente 210 estudantes.

Os encontros abordaram violência contra a mulher, respeito e relacionamentos no ambiente digital e nas redes sociais.

Outros 150 adolescentes e jovens participaram de uma ação no ESPRO.

Conversar sobre o tema com os jovens ajuda a questionar comportamentos abusivos antes que eles sejam naturalizados nas relações.

Controle de senhas, vigilância das redes sociais, exigência de localização, exposição de imagens e afastamento de amigos podem ser apresentados como demonstrações de cuidado, mas também podem revelar controle e violência.

A prevenção passa pela construção de relações baseadas em respeito, autonomia e consentimento.

Ônibus ofereceu atendimento gratuito e sigiloso

Nos dias 16 e 17 de agosto, o Ônibus SP Por Todas esteve na Praça Governador Pedro de Toledo, na região central.

A unidade ofereceu acolhimento, escuta e atendimentos psicológico e social.

As mulheres também puderam receber orientação jurídica gratuita e sigilosa.

A presença do serviço em um espaço público facilitou o acesso de pessoas que poderiam não conhecer a rede ou encontrar dificuldades para procurar atendimento em uma unidade fixa.

O atendimento sigiloso é importante para que a mulher possa relatar a situação e receber orientação com segurança.

A ação teve o apoio de diferentes serviços municipais, incluindo a Guarda Municipal e o Centro de Testagem e Aconselhamento.

Autonomia financeira também foi discutida

A campanha incluiu uma reunião com a Patrulha Guardiã Maria da Penha para discutir parcerias de encaminhamento profissional.

A proposta é aproximar mulheres vítimas de violência de oportunidades de colocação e recolocação no mercado de trabalho.

A dependência financeira pode dificultar o rompimento de uma relação abusiva, especialmente quando a mulher não possui renda própria ou depende do agressor para garantir moradia e necessidades básicas.

O acesso ao trabalho não resolve isoladamente todas as dificuldades, mas pode ampliar a autonomia e as possibilidades de reorganização da vida.

Para que esse processo seja seguro, ele precisa estar acompanhado dos demais serviços de proteção, assistência, saúde e orientação jurídica.

Empresas também participaram da conscientização

A prevenção à violência contra a mulher também precisa alcançar o ambiente profissional.

Cerca de 50 funcionários da A3 Engenharia participaram de uma atividade sobre atitudes e expressões cotidianas que podem reproduzir discriminação e violência.

O encontro foi acompanhado pela dinâmica do Baralho do Agosto Lilás.

As empresas podem ajudar a divulgar informações, combater práticas discriminatórias e orientar funcionárias que estejam enfrentando situações de violência.

Colegas e gestores também precisam saber como acolher uma revelação sem culpabilizar a vítima ou expô-la dentro do ambiente de trabalho.

Proteção continua durante todo o ano

O fim de agosto não encerra a necessidade de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.

As informações compartilhadas durante a campanha precisam permanecer acessíveis e fazer parte das ações realizadas ao longo do ano.

O Ligue 180 oferece orientações sobre direitos e serviços da rede, além de registrar e encaminhar denúncias. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

O canal também pode ser utilizado por familiares, amigos, vizinhos ou outras pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência.

Se a agressão estiver acontecendo naquele momento ou houver risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Reconhecer os sinais, acolher sem julgamento e conhecer os canais de atendimento são atitudes que podem ajudar uma mulher a procurar proteção e romper o ciclo de violência.

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