Guardiões do Japi reforça proteção da Serra do Japi
Guardiões do Japi reúne tecnologia, brigada de incêndio e educação ambiental para proteger a Serra do Japi por 12 meses. Veja todas as frentes do programa.
Um novo programa vai ampliar as ações de proteção, monitoramento e educação ambiental em um dos principais patrimônios naturais da cidade. O Guardiões do Japi reúne tecnologia, produção de dados, preservação da biodiversidade e formação ambiental, com uma série de ações previstas para os próximos 12 meses.
A iniciativa nasce de uma parceria entre a Fundação Serra do Japi e a Amazon Web Services (AWS), viabilizada a partir da articulação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SMDECT). A execução ficará a cargo do Centro de Orientação Ambiental e Tecnologias Integradas (COATI).
Observatório ambiental com dados abertos
Uma das principais frentes será a estruturação de um observatório ambiental, com plataforma de dados abertos e mapas interativos.
A ferramenta reunirá informações sobre:
- Recursos hídricos;
- Uso do solo;
- Biodiversidade.
Dessa forma, o Guardiões do Japi pretende ampliar o conhecimento sobre o território e subsidiar tanto ações de preservação quanto tomadas de decisão.
Prevenção e combate a incêndios florestais
O programa também vai fortalecer a Brigada de Incêndio Voluntária apoiada pela Fundação Serra do Japi. O grupo receberá:
- EPIs específicos;
- Ferramentas florestais;
- Equipamentos de radiocomunicação;
- Treinamento.
Além disso, está previsto o mapeamento preventivo de áreas com risco de queimadas.
Educação ambiental para 800 alunos
Na frente educativa, 800 estudantes dos ensinos Fundamental e Médio, de escolas públicas e privadas, participarão de aulas de campo e oficinas de biodiversidade.
A proposta é aproximar crianças e jovens da Serra e contribuir para a formação de uma nova geração comprometida com a conservação ambiental.
Recuperação hídrica e monitoramento da fauna
Outra frente contempla a recuperação hídrica e ecológica de áreas prioritárias, entre elas a Cachoeira Morangaba e seu entorno e o Morro da Baleia. Estão previstas ações de contenção de erosões e o plantio de 200 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.
O projeto também prevê levantamento e monitoramento da fauna, incluindo espécies como veados, macacos, iraras, cachorros-do-mato, tatus e jaguatiricas.
O que dizem os responsáveis
Para Flávio Gramolelli Junior, superintendente da Fundação Serra do Japi, o diferencial está no ineditismo dos levantamentos. "Serão produzidos dados e levantamentos em áreas inéditas, que contemplam recursos hídricos e biodiversidade, além de fortalecer grupos organizados que atuam na proteção da Serra do Japi", explicou.
Como o programa será acompanhado
A execução será monitorada por um Conselho Consultivo formado por representantes da Fundação Serra do Japi, AWS e COATI. O grupo fará o acompanhamento periódico das metas, entregas e resultados, com base em indicadores socioambientais definidos para o projeto.
Portanto, o modelo prevê prestação de contas contínua ao longo dos 12 meses de duração.


