ojundiaiense
9 de setembro de 2026 |
Redação

Jundiaí amplia cuidado relacionado ao uso problemático de jogos e apostas

Saúde
Jundiaí amplia cuidado relacionado ao uso problemático de jogos e apostas

UBSs e CAPS de Jundiaí acolhem pessoas afetadas pelo uso problemático de jogos e apostas, com atendimento também às famílias.

Pessoas que enfrentam dificuldades relacionadas a jogos e apostas podem procurar atendimento na rede pública de saúde de Jundiaí.

O acolhimento pode começar em uma Unidade Básica de Saúde ou em um Centro de Atenção Psicossocial, o CAPS.

Após a avaliação inicial, a equipe identifica o nível de risco e define com o usuário as estratégias mais adequadas para o acompanhamento.

Familiares e outras pessoas próximas também podem procurar os serviços para receber orientação.

A rede municipal já está disponível para o acolhimento, enquanto a Secretaria de Saúde estuda ampliar a linha de cuidado e criar um protocolo específico para esses casos.

Quando a aposta começa a causar prejuízos

O uso problemático não deve ser analisado apenas pela quantidade de vezes que uma pessoa joga.

É necessário observar as consequências provocadas na rotina, na saúde mental, nas relações e na situação econômica.

A dificuldade pode aparecer quando a pessoa perde o controle, continua apostando apesar dos prejuízos ou passa a comprometer recursos necessários para outras despesas.

O comportamento também pode gerar conflitos familiares, dívidas, ansiedade, isolamento e dificuldades no trabalho ou nos estudos.

Esses sinais precisam ser avaliados por profissionais. O objetivo do atendimento não é julgar a pessoa, mas compreender o conjunto de fatores relacionados à situação.

Atendimento pode começar na UBS ou no CAPS

Quem percebe que os jogos e as apostas estão causando prejuízos pode procurar a UBS de referência.

Os Centros de Atenção Psicossocial também funcionam como porta de entrada para essa demanda.

Na avaliação inicial, a equipe conversa com o usuário, identifica as dificuldades e verifica os possíveis riscos.

O cuidado é definido de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Nem todos os usuários precisam do mesmo tipo ou da mesma intensidade de acompanhamento.

Por isso, o atendimento pode incluir diferentes profissionais e atividades, conforme a avaliação realizada.

Cuidado envolve diferentes profissionais

O acompanhamento pode contar com médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.

As estratégias podem envolver atendimentos individuais, atividades em grupo e outras possibilidades oferecidas pela rede.

Essa atuação conjunta permite analisar não apenas o comportamento de apostar, mas também os impactos emocionais, familiares, sociais e financeiros.

Em alguns casos, o uso problemático pode estar relacionado a outras dificuldades de saúde mental que também precisam de atenção.

A equipe e o usuário constroem juntos o plano de cuidado, considerando os riscos e a realidade apresentada.

Vergonha pode atrasar a procura por ajuda

Jogos e apostas ainda são um assunto cercado por culpa, vergonha e medo do julgamento.

Esses sentimentos podem fazer com que a pessoa esconda os prejuízos e demore a procurar atendimento.

A demora pode permitir que dívidas, conflitos e sofrimento emocional aumentem.

Por isso, a rede municipal pretende oferecer um espaço seguro de escuta, no qual o usuário possa falar sobre suas dificuldades sem ser reduzido à ideia de “vício”.

Uma abordagem acolhedora ajuda a construir confiança e aumenta as possibilidades de continuidade do acompanhamento.

Procurar ajuda não significa falta de força de vontade. Significa reconhecer que a situação está provocando prejuízos e precisa de cuidado.

Familiares também podem receber orientação

Nem sempre a pessoa afetada consegue identificar o problema ou aceitar ajuda imediatamente.

Nessas situações, familiares e pessoas próximas podem procurar uma UBS ou CAPS para receber orientação.

Os profissionais podem ajudar a família a compreender o comportamento, reconhecer riscos e avaliar formas mais adequadas de oferecer apoio.

Pressões, ameaças e humilhações tendem a aumentar o afastamento e a dificuldade de diálogo.

Ao mesmo tempo, apoiar não significa assumir dívidas sem orientação ou ignorar as consequências das apostas.

A participação familiar precisa ser construída com cuidado e respeito aos limites de todos os envolvidos.

Teleatendimento amplia formas de acesso

Além do atendimento presencial, o SUS oferece teleatendimento em saúde mental para problemas relacionados a jogos e apostas.

O acesso ocorre pelo aplicativo Meu SUS Digital.

Essa alternativa pode ajudar quem encontra dificuldade para comparecer presencialmente ou ainda não se sente preparado para procurar uma unidade.

O teleatendimento não impede que a pessoa seja encaminhada para acompanhamento presencial quando houver necessidade.

Em situações de maior risco, a avaliação da equipe indicará qual serviço deve assumir o cuidado.

Rede prepara protocolo específico

Profissionais da saúde de Jundiaí passaram por formação sobre o uso problemático de jogos e apostas.

A Secretaria também estuda ampliar a linha de cuidado e implantar um protocolo específico, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.

O protocolo ainda não foi apresentado como concluído.

Quando implantado, poderá ajudar a organizar os atendimentos, orientar as equipes e definir caminhos dentro da rede.

Enquanto esse processo avança, UBSs e CAPS já podem acolher usuários e familiares.

Quanto mais cedo os prejuízos forem reconhecidos, maiores são as possibilidades de construir estratégias para recuperar o controle e reorganizar a vida com apoio profissional.

Você também pode gostar