Região de Jundiaí discute ações para reduzir filas na saúde
Gestores de sete cidades discutiram cirurgias, consultas especializadas e ações para reduzir as filas da saúde na região de Jundiaí.
Gestores dos sete municípios da Região Metropolitana de Jundiaí se reuniram no dia 3 de setembro para discutir melhorias na organização da saúde regional.
O encontro ocorreu na Prefeitura de Jundiaí e contou com representantes de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Louveira, Várzea Paulista e da cidade-sede.
Também participaram representantes do Departamento Regional de Saúde VII, de Campinas.
Entre os principais assuntos estiveram a oferta de cirurgias, a redução das filas por consultas e procedimentos especializados e a possibilidade de ampliar os exames oferecidos por unidades móveis.
Atendimento ultrapassa os limites municipais
Os pacientes atendidos pelo SUS nem sempre realizam consultas, exames e cirurgias na cidade onde moram.
Jundiaí recebe moradores de outros municípios e também encaminha pacientes para serviços disponíveis em outras localidades.
Essa circulação torna necessário o planejamento conjunto entre as prefeituras e o Governo do Estado.
Sem integração, os pacientes podem enfrentar dificuldades nos encaminhamentos e os serviços de determinadas cidades podem receber uma procura maior do que conseguem atender.
As reuniões da Comissão Intergestores Regional são realizadas mensalmente para discutir essas necessidades e buscar soluções compartilhadas.
Oferta de cirurgias foi discutida
Um dos principais temas do encontro foi a organização das cirurgias realizadas na região.
Os gestores discutiram os atendimentos oferecidos pelo Hospital de Caridade São Vicente de Paulo e pelo Hospital Regional de Jundiaí.
Também foram avaliadas formas de fortalecer a participação dos hospitais de Louveira e Campo Limpo Paulista, além do novo hospital de Várzea Paulista.
A utilização conjunta dessas estruturas pode ajudar a distribuir a demanda e aproveitar a capacidade disponível em diferentes municípios.
Para isso, é necessário definir quais procedimentos cada unidade poderá realizar e como serão organizados os encaminhamentos dos pacientes.
A reunião abriu a discussão, mas não foram divulgadas novas quantidades de cirurgias nem prazos para a ampliação da oferta.
Região busca reduzir filas de espera
As filas por consultas e procedimentos especializados também fizeram parte da pauta.
A demora nessas etapas pode interromper a continuidade do cuidado, pois o paciente depende da avaliação especializada ou de um exame para receber diagnóstico e tratamento.
A organização regional permite comparar as necessidades das cidades e identificar quais serviços precisam de ampliação.
Também pode ajudar a encaminhar pacientes para unidades com capacidade disponível, desde que o transporte e a continuidade do atendimento sejam planejados.
O objetivo é evitar uma linha de cuidado fragmentada, na qual o paciente encontra dificuldades para passar de uma etapa para outra.
Carretas podem receber novas especialidades
Os gestores também discutiram a experiência do programa Agora Tem Especialistas.
Na data da reunião, uma carreta instalada no Paço Municipal de Jundiaí realizava tomografias e ultrassonografias.
Foi encaminhado ao Ministério da Saúde um pedido para ampliar a oferta das unidades móveis para outras especialidades.
A ampliação ainda depende de análise e não foi confirmada.
Caso seja aprovada, a medida poderá aumentar temporariamente a capacidade de atendimento e ajudar a movimentar filas específicas.
Para produzir resultados, a oferta deverá ser direcionada aos pacientes que já aguardam na rede e integrada às etapas posteriores do cuidado.
Cooperação pode melhorar os encaminhamentos
A reunião não representa, sozinha, a abertura imediata de novas vagas.
Ela permite que os gestores apresentem as dificuldades de cada município e construam propostas para utilizar melhor a estrutura existente.
Os benefícios dependerão da transformação dessas discussões em acordos, novos serviços e ampliação dos atendimentos.
Também será importante divulgar os resultados das medidas, com informações sobre vagas, especialidades contempladas e redução do tempo de espera.
Quando os municípios trabalham de forma integrada, o endereço do paciente deixa de ser uma barreira para o planejamento.
O objetivo é construir uma rede em que consultas, exames e cirurgias estejam conectados e o cidadão consiga avançar pelas etapas do atendimento com maior organização e agilidade.


