Ação no Terminal Vila Arens promoveu conscientização sobre mobilidade inclusiva
Ação no Terminal Vila Arens mostrou barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.
O Terminal Vila Arens recebeu, na segunda-feira (21), a ação Sentindo na Pele, voltada à conscientização sobre inclusão e segurança nos deslocamentos.
A atividade convidou os participantes a perceber algumas das barreiras enfrentadas diariamente por pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.
Foram realizadas experiências com colete de pesos, máscaras, cadeiras de rodas, andadores, bengalas e muletas.
A iniciativa fez parte da programação da Semana Nacional de Trânsito, que neste ano trabalha o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.
Participantes encontraram barreiras do cotidiano
Uma das experiências utilizou um simulador de envelhecimento formado por um colete com pesos.
A atividade procurou demonstrar como limitações de movimento podem interferir em ações aparentemente simples, como caminhar, mudar de direção ou acessar determinados espaços.
Na simulação de deficiência visual, os participantes utilizaram máscaras e precisaram lidar com a ausência da visão durante o percurso proposto.
Também foram desenvolvidas atividades com cadeiras de rodas, andadores, bengalas e muletas.
As experiências não reproduzem integralmente as condições enfrentadas pelas pessoas em seu cotidiano. Cada deficiência e cada processo de envelhecimento envolvem características próprias.
O objetivo foi chamar a atenção para obstáculos e comportamentos que podem comprometer a autonomia e a segurança durante os deslocamentos.
Pequenos obstáculos podem impedir a circulação
Uma calçada bloqueada, um veículo parado diante de uma rampa ou um objeto deixado em uma área de passagem podem impedir que uma pessoa siga seu trajeto com segurança.
Para quem utiliza cadeira de rodas, andador, muleta ou bengala, a ausência de uma rota acessível pode exigir um desvio ou obrigar a circulação por locais inadequados.
Pessoas com deficiência visual também precisam encontrar pisos, travessias e áreas de passagem sem obstáculos inesperados.
No trânsito, estacionar indevidamente em vagas reservadas e desrespeitar o tempo necessário para a travessia são atitudes que reduzem a segurança de idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Acessibilidade também depende do comportamento
A infraestrutura adequada é essencial para garantir o direito de circulação, mas o comportamento das pessoas também interfere diretamente nos deslocamentos.
Motoristas precisam respeitar as vagas reservadas, as faixas de pedestres e os limites de velocidade.
Pedestres e comerciantes devem manter calçadas e áreas de circulação livres. Nos terminais e veículos, oferecer tempo e espaço para quem apresenta alguma dificuldade de mobilidade também contribui para evitar quedas e acidentes.
Esses cuidados não devem ser tratados como gentileza. Eles fazem parte do respeito ao direito de todas as pessoas utilizarem os espaços da cidade com segurança e autonomia.
Iniciativa reuniu diferentes áreas
A ação foi promovida pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte em parceria com a Secretaria Municipal de Promoção da Saúde, por meio do Núcleo de Apoio à Pessoa com Deficiência.
Também participaram as assessorias municipais de políticas para a pessoa com deficiência e para a pessoa idosa, ligadas ao Núcleo de Articulação de Direitos Humanos, além do Instituto Luiz Braille.
A atuação conjunta ajuda a abordar a mobilidade por diferentes perspectivas, reunindo trânsito, saúde, acessibilidade e direitos.
A atividade terminou no dia 21, mas a orientação permanece: observar as necessidades de quem compartilha as ruas, calçadas, terminais e veículos é indispensável para construir deslocamentos mais seguros, acessíveis e respeitosos.


