ojundiaiense
17 de setembro de 2026 |
Redação

Jundiaí reúne diferentes setores para debater proteção de crianças e adolescentes

Política
Jundiaí reúne diferentes setores para debater proteção de crianças e adolescentes

Conferência de Jundiaí reuniu crianças, adolescentes e adultos para discutir proteção, violência, trabalho infantil e participação social.

Representantes do poder público, da sociedade civil e da rede de atendimento participaram da 13ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Jundiaí.

O encontro aconteceu nos dias 14 e 15 de setembro e discutiu propostas para fortalecer o sistema de garantia de direitos.

A programação também contou com a participação direta de crianças e adolescentes, que puderam apresentar opiniões e necessidades relacionadas às políticas municipais.

Conferência reuniu diferentes setores

O evento foi promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

Participaram representantes de secretarias municipais, Poder Judiciário, Conselhos Tutelares, organizações sociais, profissionais da rede de atendimento e integrantes da sociedade civil.

A diversidade de participantes permite que os problemas sejam analisados a partir de diferentes áreas, como assistência social, educação, saúde e Justiça.

Discussões foram divididas em seis eixos

Os trabalhos da conferência foram organizados nos seguintes temas:

  • aprimoramento do controle social;
  • fortalecimento dos Conselhos Tutelares;
  • promoção da convivência familiar e comunitária;
  • prevenção e enfrentamento às violências;
  • prevenção e erradicação do trabalho infantil e proteção do adolescente trabalhador;
  • aprimoramento da execução das medidas socioeducativas.

A programação também retomou as deliberações da 12ª Conferência, permitindo analisar o que ocorreu desde a edição anterior e quais temas ainda exigem continuidade.

Crianças e adolescentes participaram dos debates

A conferência adotou uma composição com paridade entre crianças, adolescentes e adultos.

Representantes da Câmara Mirim e do Parlamento Jovem participaram da mesa de abertura e das discussões.

A Conferência Lúdica utilizou atividades interativas e metodologias adaptadas às diferentes idades para que os mais jovens pudessem apresentar ideias e propostas.

Essa participação reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e permite que as políticas públicas considerem a experiência de quem será diretamente afetado por elas.

Propostas ainda precisam gerar encaminhamentos

A conferência funcionou como espaço de debate e construção coletiva.

Entretanto, a divulgação oficial não apresentou uma relação das propostas aprovadas, os responsáveis por cada encaminhamento ou os prazos para possível execução.

A realização do encontro, por si só, não significa que novas medidas já tenham sido implantadas.

Depois das discussões, será necessário organizar as deliberações, definir prioridades e acompanhar a incorporação das propostas às políticas municipais.

Abrir espaço para crianças e adolescentes falarem é uma etapa importante. O resultado concreto dependerá da capacidade da rede de transformar essa participação em decisões, serviços e ações que protejam os direitos no cotidiano.

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