Jundiaí reúne diferentes setores para debater proteção de crianças e adolescentes
Conferência de Jundiaí reuniu crianças, adolescentes e adultos para discutir proteção, violência, trabalho infantil e participação social.
Representantes do poder público, da sociedade civil e da rede de atendimento participaram da 13ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Jundiaí.
O encontro aconteceu nos dias 14 e 15 de setembro e discutiu propostas para fortalecer o sistema de garantia de direitos.
A programação também contou com a participação direta de crianças e adolescentes, que puderam apresentar opiniões e necessidades relacionadas às políticas municipais.
Conferência reuniu diferentes setores
O evento foi promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.
Participaram representantes de secretarias municipais, Poder Judiciário, Conselhos Tutelares, organizações sociais, profissionais da rede de atendimento e integrantes da sociedade civil.
A diversidade de participantes permite que os problemas sejam analisados a partir de diferentes áreas, como assistência social, educação, saúde e Justiça.
Discussões foram divididas em seis eixos
Os trabalhos da conferência foram organizados nos seguintes temas:
- aprimoramento do controle social;
- fortalecimento dos Conselhos Tutelares;
- promoção da convivência familiar e comunitária;
- prevenção e enfrentamento às violências;
- prevenção e erradicação do trabalho infantil e proteção do adolescente trabalhador;
- aprimoramento da execução das medidas socioeducativas.
A programação também retomou as deliberações da 12ª Conferência, permitindo analisar o que ocorreu desde a edição anterior e quais temas ainda exigem continuidade.
Crianças e adolescentes participaram dos debates
A conferência adotou uma composição com paridade entre crianças, adolescentes e adultos.
Representantes da Câmara Mirim e do Parlamento Jovem participaram da mesa de abertura e das discussões.
A Conferência Lúdica utilizou atividades interativas e metodologias adaptadas às diferentes idades para que os mais jovens pudessem apresentar ideias e propostas.
Essa participação reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e permite que as políticas públicas considerem a experiência de quem será diretamente afetado por elas.
Propostas ainda precisam gerar encaminhamentos
A conferência funcionou como espaço de debate e construção coletiva.
Entretanto, a divulgação oficial não apresentou uma relação das propostas aprovadas, os responsáveis por cada encaminhamento ou os prazos para possível execução.
A realização do encontro, por si só, não significa que novas medidas já tenham sido implantadas.
Depois das discussões, será necessário organizar as deliberações, definir prioridades e acompanhar a incorporação das propostas às políticas municipais.
Abrir espaço para crianças e adolescentes falarem é uma etapa importante. O resultado concreto dependerá da capacidade da rede de transformar essa participação em decisões, serviços e ações que protejam os direitos no cotidiano.


